O senador Fernando Collor de Mello (PROS-AL) usou a tribuna do Senado Federal nesta terça-feira,19, para ressaltar o papel de destaque que o Brasil pode assumir nos esforços sérios e consistentes da comunidade internacional em busca de consensos e soluções pacíficas dos conflitos, sobretudo, no Oriente Médio.
Segundo o Senador, países da região reconhecem no Brasil uma nação que pode contribuir diretamente nas negociações abrangentes e inclusivas com todos os atores relevantes do Oriente Médio.
Collor lembrou a recente missão que realizou a países da região, ouvindo das autoridades diplomáticas o apreço que eles mantêm pelo Brasil, manifestando o reconhecimento da posição importante que o País ocupa na comunidade internacional.
O senador apontou a ampla percepção da capacidade do Brasil de assumir um maior protagonismo e fazer a diferença nas negociações internacionais mais desafiadoras. “Tenho clareza da enorme complexidade de um tabuleiro geopolítico de interesses poderosos e urdiduras muitas vezes insondáveis. E é justamente por isso que defendo, sim, atenção e discernimento persistentes na defesa do interesse brasileiro em nosso envolvimento nas questões afetas àquele Oriente. Na melhor tradição da diplomacia brasileira, entendo que temos o compromisso de colocar o “soft power” do Brasil à disposição dos esforços sérios e consistentes da comunidade internacional para a busca de consensos e solução pacífica dos conflitos”, acrescentou.
Diante do legado da diplomacia brasileira, o senador disse ainda, ter confiança de que o Itamaraty continuará dando prova da sua capacidade histórica de defesa do interesse brasileiro, com sabedoria, sensatez, visão estratégica e respeito aos princípios constitucionais da nossa atuação internacional.
Collor acredita que, ao executar essa capacidade internacional, a diplomacia “sempre contará com o acompanhamento atento e o apoio corajoso deste Parlamento”.
O senador cita como exemplo do potencial que o País pode assumir no Oriente Médio, a parceria que o Brasil mantém com o Irã, país com o qual tem experimentado um processo de estreitamento da relação, tanto do ponto de vista econômico-comercial quanto político-parlamentar.
O parlamentar reforça que os países têm hoje um comércio bilateral superior a US$ 2,2 bilhões, com um superavit amplamente favorável ao Brasil. “Com um comércio bilateral mais equitativo, poderemos explorar alternativas de uso de moeda local nas trocas comerciais, o que facilitará as transações financeiras, sobretudo frente às sanções impostas pelos EUA, que dificultam o relacionamento bancário do Irã com a comunidade internacional”, avaliou.

