Telmário defende que Congresso priorize carências urgentes da população.
O senador Telmário Mota (PROS-RR) usou a tribuna do Plenário do Senado Federal na última semana para elencar os problemas e estatísticas que, na avaliação do parlamentar, assolam o país em várias áreas e prejudicam principalmente a população mais pobre.
O senador trouxe números, amplamente divulgados
na imprensa, como os mais de 13 milhões de desempregados; mais de 60 mil
pessoas assassinadas por ano; 15 milhões de pessoas na extrema pobreza; 1
milhão de pessoas na fila do SUS;12 milhões de analfabetos, 38 milhões de
analfabetos funcionais, 2 milhões de crianças estão fora da escola e 100
milhões de brasileiros, sem acesso a saneamento básico, por exemplo.
Segundo o parlamentar, estes dados alarmantes clamam por resoluções e, por isso, devem ter prioridade dentro do Congresso Nacional. “Com todos esses dados que lhes trago, quais são e serão as prioridades desta Casa? A quem devemos servir como prioridade? Seriam os bancos? Seriam os rentistas? Ou seriam as nossas crianças? Seriam as financeiras que vendem planos de previdência? Ou seriam os idosos, os aposentados? E o trabalhador? Eles estão em primeiro lugar em nossas preocupações? Será que estamos pensando neles? Seriam essas perguntas óbvias?”, questionou o senador.
Entretanto, apesar das estatísticas, Telmário
disse confiar no povo brasileiro e no Senado Federal, que na opinião dele,
saberá se unir e trabalhar com o objetivo de responder a essas perguntas.
“Roraima acaba de sair de uma intervenção federal, meu estado natal e meu
estado querido, que passa pela maior crise da sua história, mas, mesmo assim,
eu vejo motivo para termos esperança. Aqui, no Congresso, pela primeira vez na
história, nossa bancada está unida, unida com o objetivo único de restabelecer
o diálogo entre o Estado e o Governo Federal. Podemos seguir esse exemplo de
união para solucionar também os problemas nacionais. O povo brasileiro deve ser
a nossa prioridade”, destacou.
O senador lembrou ainda, de sua origem humilde,
uma vez que alfabetizado aos 11 anos, hoje é economista e está senador. “A
minha dignidade, a minha honestidade eu não vou entregar para ninguém. Então,
tenho total independência de usar essa ferramenta que o povo me deu, que é a
tribuna”, acrescentou.
Ao finalizar, o Senador destacou o seu projeto
para a edificação da primeira Universidade Indígena no Brasil – em terras
indígenas, no Município de Normandia, uma comunidade chamada Placas, iniciativa
que foi muito elogiada pela senadora Leila Barros (PSB-DF) e pelo senador Jorge
Kajuru (PSB-GO).

