Em entrevista concedida ao programa CB Poder, o Senador Fernando Collor (PROS-AL) avaliou a atual conjuntura política e econômica do país.
Ao fazer referência à abertura da economia realizada por ele, que colocou o Brasil na rota do comércio mundial, na década de 90 e considerar as medidas tomadas nos últimos anos, o parlamentar disse que Brasil se encontra, hoje, mais fechado do que na época em que ele presidiu o País. “O Brasil voltou a ser, ao longo destes últimos anos, depois da minha saída, um dos países mais fechados do mundo. As nossas alíquotas [importação e exportação] cresceram absurdamente para tentar nos beneficiar, o que não aconteceu”, expôs o senador, ressaltando que, em três anos, 17 mil indústrias fecharam as portas pela falta de crescimento no Brasil, já que não há consumo pela população.
Para Collor, os resultados obtidos após a tramitação e aprovação das reformas da Previdência e Trabalhista mostram que o trabalhador brasileiro foi o maior prejudicado com as medidas. O ex-presidente lembrou que, apesar do discurso oficial de quem defendia os textos, já se sabia das suas consequências e, diante disso, votou de forma contrária ao sepultamento dos direitos trabalhistas. “Essas ações [reformas] não alcançam o povo de modo geral e não resultaram na retomada do emprego pleno no Brasil”, afirmou o senador, acrescentando que, hoje, há 13 milhões de desempregados.
Na oportunidade, Collor manifestou ainda, o desejo de que o presidente Jair Bolsonaro se atente para a necessidade de dialogar com o parlamento brasileiro. O ex-presidente avaliou, também, que as recentes medidas econômicas enviadas pelo Palácio do Planalto para o Congresso Nacional devem ter dificuldades para serem aprovadas pelos parlamentares, já que penalizam ainda mais o trabalhador.

