Em discurso proferido nesta quarta-feira,04, o Senador Fernando Collor (PROS-AL) afirmou que as queimadas da Floresta Amazônica têm afetado a imagem do país e posto em risco a posição de prestígio que Brasil ocupa no debate internacional sobre o meio ambiente.
No entanto, segundo o senador, o Estado tem plena consciência da responsabilidade de preservar a Amazônia. “Não cabemos nas acusações imerecidas de que fomos alvo. E não admitimos, nem minimamente, declarações descabidas sobre a hipótese de internacionalização da Amazônia. Quem cuida da Amazônia brasileira, a serviço da humanidade e de si mesmo, é o Brasil. Somos plenamente conscientes da nossa enorme responsabilidade. Nossa soberania não é e não será em nenhuma hipótese passível de relativização”, afirmou.
Collor fez questão de frisar que ser contra a internacionalização não significa que o país deva recusar ajuda internacional. “Isso não implica que devamos prescindir de ajuda internacional cabível, ajustada aos nossos esforços e políticas de desenvolvimento daquela região. Vinte milhões de pessoas vivem na Amazônia. São enormes os desafios de preservação de um patrimônio natural incomensurável, que se estende por mais de 5 milhões de quilômetros quadrados. Estou convencido de que parte do interesse e apoio externos pode ser positivo e bem-vindo, porque respeitam nossa soberania e nosso direito ao uso racional e sustentável daqueles recursos naturais”, ponderou.
Ao relembrar que esteve à frente da Presidência da República quando o Brasil sediou a Eco 92, a maior convenção já realizada para debater o uso sustentável dos recursos naturais do Planeta, o senador reforçou que sua preocupação e cuidado com o tema ambiental permanecem os mesmos. “Ciente de que a ECO 92 representava uma oportunidade de imensa relevância para o Brasil e o Planeta, instruí expressamente a diplomacia brasileira a empreender os melhores esforços no sentido de assegurar à conferência resultados efetivos e estruturantes”, relembrou.
Para Collor, pouquíssimos países no mundo fizeram tanto quanto o País na área ambiental. “E tais avanços em nada impediram que o País se tornasse um dos maiores e mais eficientes produtores mundiais de alimentos, baseado em conhecimento, tecnologia e inovação. É preciso deixar muito claro que a vasta maioria do agronegócio brasileiro é sustentável, respeita o meio ambiente e não representa qualquer ameaça à Amazônia”, salientou.
Ao finalizar, o parlamentar disse que a sociedade brasileira e o Congresso Nacional não irão tolerar retrocessos. “Estamos e permaneceremos vigilantes, porque a busca por um desenvolvimento sustentável é, hoje, pilar da democracia brasileira”, completou.

