Atuação de Rosinha Garotinho junto a municípios fluminenses e em defesa de mais candidaturas femininas tem ajudado a fortalecer o PROS

Ex-governadora do Rio, Rosinha Garotinho, atuante nas comunidades fluminenses (Foto: Divulgação/Facebook)

O Partido Republicano da Ordem Social (PROS) comemora o fato de estar bem reforçado na sua representação feminina. Exemplo disso é o trabalho que tem sido feito pela ex-governadora do Rio de Janeiro e ex-prefeita do município fluminense de Campos de Goytacazes, Rosinha Garotinho. Nos últimos anos, ela participou de um sem número de reuniões e eventos com políticos de municípios como São Pedro D’Aldeira, São Fidelis, São Gonçalo e Campos de Goytacazes para tratar sobre filiações, transferência de parlamentares para o partido e negociações de candidaturas e pré-candidaturas a prefeitos e vereadores com vistas às eleições municipais deste ano.

Além disso, Rosinha Garotinho tem se destacado no repasse de conselhos e de orientações sobre sua experiência enquanto ex-governadora e ex-prefeita. Assim como acontece em vários partidos, é comum políticos sem mandato serem aproveitados pelas direções partidárias.

No caso de Rosinha, a função dela é fortalecer o movimento feminino no partido. A ex-governadora recebe pessoas, escreve artigos e atualmente está preparando uma cartilha para mulheres que vão participar do processo eleitoral. Segundo informações da Executiva Nacional da legenda, o trabalho que ela desempenha pode ser realizado em qualquer lugar, sem haver necessidade de estar fisicamente na sede do PROS em Brasília – o que seria mais oneroso inclusive.

Em artigo recente, a ex-governadora destacou que apesar de representarem a maior parte da população, as mulheres são minoria na política e defende, por esse motivo, as cotas femininas no parlamento.

Segundo Rosinha, é muito comum ouvirmos que, no Brasil, as cotas para mulheres não funcionam. “Se analisarmos o número de mulheres eleitas para cargos parlamentares desde a adoção das cotas, percebemos que elas não vêm sendo uma medida efetiva”, afirmou. A ex-governadora atribui como um dos motivos disso o problema formal relacionado às as cotas no Brasil.

“Conforme mostram pesquisas diversas, esse tipo de ação afirmativa é muito eficiente quando se tem um conjunto de regras eleitorais diferente das regras brasileiras. No Brasil, temos eleições majoritárias para os cargos do executivo e para o Senado, e eleições proporcionais para as Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas e a Câmara dos Deputados. E nossas cotas de gênero só são aplicadas para essas últimas, que possuem uma característica específica que nos diferencia dos outros países que também adotam o sistema proporcional: ao contrário da maior parte dos outros países, aqui quem ordena a lista é o eleitorado, e não o partido”, enfatizou.

De acordo com a ex-governante, é louvável que atualmente entendamos que a lei de cotas não se restringe a reservar um mínimo de candidatas, mas também que se reservem recursos de campanha para essas candidatas. Mas ela alerta ser necessário que os partidos tenham candidatas competitivas, com chances de vencer eleições.

“Se queremos promover mudanças na política institucional, precisamos promover mudanças nos partidos”, disse. “Mais mulheres precisam incidir sobre a seleção das candidaturas, a distribuição dos recursos, as decisões partidárias. Mais mulheres precisam fazer valer seus interesses nos espaços decisórios dos partidos”, acrescentou.

 

Comunicação PROS