O Banco Mundial divulgou, na última quarta-feira (9), um relatório afirmando que o Brasil deverá crescer menos de 2% em 2014. O economista, Augusto de la Torre, chefe para a América Latina e o Caribe do Banco Mundial, ao apresentar o relatório “Fluxos Internacionais para a América Latina: Problemas à vista?”, afirmou que a situação é preocupante devido à pressão inflacionária em que o país se encontra. O economista atribui o baixo crescimento a falta de reformas para evitar um cenário negativo, a poupança limitada e a redução de investimentos.
Augusto de la Torre disse ainda que esse é um problema de curto prazo e que as perspectivas de longo prazo para o país são favoráveis. No entanto, segundo o economista, neste momento é preciso resolver as pressões inflacionárias.
“O Brasil é o maior país da região. Estou otimista com o crescimento. O desafio é crescer a curto prazo. O país precisa criar mais espaço para uma combinação entre política fiscal e monetária. A política fiscal precisa ser mais ajustada para abrir mais espaço na política monetária. A combinação é uma política difícil, mas o Brasil deveria balancear as duas. Adotar uma política monetária mais elástica”, disse o economista do Banco Mundial .
Na região sul-americana, as previsões de crescimento para este ano variam entre -1%, na Venezuela, e quase 7%, no Panamá, seguido pelo Peru, com 5,5%. Também acima da média regional estão o Chile e a Colômbia, com expectativas de crescimento superiores a 3,5%, já o México irá crescer aproximadamente 3%.
Os Estados Unidos retomou o crescimento, e a política de redução das intervenções do Tesouro norte-americano tornarão a economia do país mais atrativa. De acordo com economista do Banco Mundial, a China deverá crescer 7,5% e com impacto para o crescimento da América Latina e suas exportações.
“Os mercados financeiros estrangeiros têm volatilidade e certo grau de instabilidade. As razões são os preços da política monetária dos Estados Unidos que vai continuar a ser normalizada. A outro é a expectativa do futuro da economia na China”, disse o economista.



