Candidato ao governo de Pernambuco concede entrevista à rádio local

O candidato ao governo de Pernambuco, Maurício Rands (PROS) participou da série de entrevistas promovida pela Rádio Clube AM/FM, no Programa do Bocão.

Maurício Rands defende a criação do Bilhete Único para o sistema de transporte público de passageiros da Região Metropolitana e vê na articulação de dois fatores – a construção e a manutenção -, a possibilidade de acabar com as estradas “Sonrisal”, aquelas que se desmancham após a ocorrência da primeira chuva.

Para isso, o concorrente ao Palácio do Campo das Princesas propõe, se eleito, a implantar um sistema de licitação em que a empresa vencedora constrói ou requalifica a rodovia e assume a manutenção por período de tempo. A seu ver, além de contribuir para o fim do problema de estradas de baixa qualidade, o programa obrigaria assim as empresas a baterem às portas dos financiadores para um projeto de maior duração. A proposta priorizaria empresas do estado e teria um impacto na geração de empregos.

Entrevista

MULTAS

Com recursos de várias fontes, vamos criar um fundo para a inteligência policial, inclusive, com mais ofensiva junto ao governo federal. E o dinheiro da indústria das multas do trânsito vai para esse fundo. Além disso, vamos valorizar mais o policial, tanto o militar quanto o civil. Para a Polícia Militar, começaremos reformando o Estatuto da Polícia Militar, que é do tempo da ditadura, e permitir que o policial tenha mais chance de progressão na carreira, trazendo de 10 anos para 5 anos o período em que ele é promovido na corporação.

COMISSIONADOS

Teremos um grande programa de desburocratização no meu governo. O pernambucano é hoje asfixiado pela burocracia. Grande parte do que o pernambucano produz vai para a burocracia. Eu vou começar cortando 30% dos 1.996 cargos de confiança. Depois, reduzir a frota de carros, que custa caro para o estado. Os contratos de locação são muito caros. Quando o servidor for se deslocar a serviço, vai usar um táxi, um Uber, um carro compartilhado. A finalidade do estado é servir a população e não se autosservir.

AGRICULTURA

A agricultura familiar será prioridade, para que as pessoas, em cooperativa ou na pequena unidade produtiva, possam produzir. Em Pirangi, no município de Palmares, onde estive no fim de semana, a grande demanda é a agricultura familiar. Lá, assumi o compromisso com algumas coisas, como a volta do programa Terra Pronta, com distribuição de sementes para a agricultura familiar para o trabalhador rural, e a criação de uma central de abastecimento em Palmares, como o Ceasa. Não basta simplesmente um lote de terra.  É preciso estimular o agricultor a produzir e dar condições para o escoamento da produção.

HOSPITAIS

Os procedimentos nos hospitais, nas unidades de saúde em Pernambuco, ainda são do período analógico. A produção digital em Pernambuco é forte. Temos um Porto Digital e grandes empresas especializadas. Temos soluções sofisticadas para diminuirmos os procedimentos e, portanto, colocar os recursos da gestão hospitalar para as atividades de prestação de serviços direto. O atual governo prometeu fazer quatro novos hospitais, o Hospital Geral do Sertão, em Serra Talhada, o Hospital Dominguinhos, em Garanhuns, o Hospital Geral de Cirurgia, na área metropolitana, e um quarto em Caruaru. E não cumpriu.

Então, não vou fazer promessas que não vou cumprir. Não vou prometer a construção de grandes hospitais, mas sim dar continuidade aos que já foram iniciados e aos não concluídos. São 1.547 obras paradas, segundo o Tribunal de Contas do Estado. Elas consumem recursos. Portanto, vou me concentrar mais em melhorar a qualidade do atendimento, como os problemas das filas. A saúde pública boa tem que ter profissionais motivados e para estarem satisfeitos têm que ser ouvidos. Não somente nas mesas de negociação salarial, mas também nos padrões de gestão.

CAPTAÇÃO

Pernambuco não quer o presente, que está estagnado, e não quer o passado, das forças conservadoras. Em relação aos recursos federais, Pernambuco atraiu, entre janeiro de 2016 e junho de 2018, 4,5% das transferências voluntárias, que são as transferências dos fundos de participação dos estados e dos municípios.

É preciso ter a capacidade dupla, as de fazer projeto e de articulação. Pernambuco perdeu muito a força política que tinha. Enquanto isso, o Ceará recebeu 6,3% das transferências voluntárias e a Bahia, 8,4%. É preciso e vamos recuperar essa força. Não é tanto fazer projeto. Para fazer projeto, faz. Contrata uma consultoria. Faz uma licitação, mas é ter desenvoltura em Brasília, é ter articulação.

ESTRADAS

Tenho andado Pernambuco inteiro e as estradas estão precisando de requalificação e ser reconstruídas. Para as rodovias, vamos juntar três coisas. A primeira é a necessidade de mais estradas. A segunda, as empresas pernambucanas de construção precisam ter a oportunidade de participar das licitações de obras públicas. A terceira, os pernambucanos precisam de emprego. Com essas três coisas, vou fazer um programa em que as licitações serão para construir e manter as estradas. Isso tem duas consequências.

A empresa, primeiro, vai construir algo que não será uma rodovia “Sonrisal”, que na primeira chuva se desmancha. A segunda consequência é que a empresa vai pegar o contrato e vai ao sistema financeiro pedir financiamento, colocando como garantia os recebíveis, o contrato de manutenção da estrada. O custo para recuperar quando decai é maior do que quando faz manutenção.

MACONHA

Não vou ficar colocando que a violência e o sofrimento do povo pernambucano é responsabilidade do governo federal. Vou assumir minhas responsabilidades e como governador vou entregar um Pernambuco mais seguro e com medidas ousadas. Não tem sentido a criminalização de pequenas drogas leves. O sujeito, às vezes, é pego com uma pequena quantidade de maconha e vai para o presídio e vira um soldado do crime. Está na hora de enfrentar esse debate da descriminalização como países desenvolvidos já fazem.

BILHETE ÚNICO

Vamos colocar ar condicionado nos ônibus (do sistema de transporte público de passageiros) da Região Metropolitana. Hoje, é muito pequena a parcela de ônibus com ar condicionado. Temos que humanizar o transporte público. Isso significa em mais subsídio. No mundo inteiro, o transporte público é subsidiado. Vamos subsidiar, criar o bilhete único. Hoje a pessoa mais pobre vai morar mais longe e vai pagar mais caro a passagem, enquanto a mais rica mora mais perto e paga menos. Com o bilhete único, a pessoa pode se deslocar por três, quatro horas no ônibus, no metrô.

EDUCAÇÃO

No Brasil, cada governante que chega desmonta o que o outro fez. Eu não vou desmontar. Vou saber selecionar o que foi bom dos governos anteriores, vou dar continuidade e avançar em programas como o Ganhe o Mundo e o das escolas de referência, de tempo integral e semi-integral.

A meta é universalizá-las, cuidando bem do que já existe. Mas terá um método: vamos fazer isso dialogando com os professores e com a sociedade civil. Pernambuco ainda tem muito que melhorar, por exemplo, no Ideb. O que tem elevado o índice do estado é a baixa reprovação, mas, se pegarmos as provas de matemática e de português, vemos que estamos ficando em 10º e 11º lugares. E matemática e português são essenciais para um bom profissional.

Portal Diário de Pernambuco.

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