O professor Wambert Di Lorenzo, presidente do PROS Rio Grande do Sul, é um homem envolvido com a necessidade dos outros e isso ele aprendeu em casa. “Minha vocação para a política veio depois da vocação para a solidariedade, sempre me envolvi com o problema dos outros assim como meus pais; onde houvesse sofrimento eles estavam lá. Eles sempre ajudaram orfanatos e asilos”, destaca Lorenzo.
Ele nos conta que com 13 anos já se reunia com outros colegas para recolher a xepa – sobra do alimento não vendido ao término da feira – e levava para um asilo da sua cidade. Os valores que recebeu em casa fizeram com que ele se voltasse para a caridade e também se envolvesse com o ensino cristão.
Natural de João Pessoa-PB, Lorenzo queria ser monge beneditino e aos 17 anos frequentava o seminário jesuíta, lá ele fez amizade com alguns gaúchos e aprendeu a tomar chimarrão. Já nessa época ele “tinha o sonho de ir para o Rio Grande do Sul”, confessa. Saiu de sua cidade natal aos 18 anos quando foi para o seminário franciscano. Depois foi cursar Direito na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), fez o mestrado e o doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
O professor Wambert compreende a política assim como o papa João Paulo II disse: “A política é a forma mais excelente de caridade”. Para o presidente, a política é a arte do diálogo e a guerra é o fim da política. Ele enfatiza que “toda violência é muda e a política só se faz dialogando”. Wambert entrou para a política como um intelectual orgânico, por muito tempo ministrou cursos e palestras para as fundações de partidos como: PSDB, PP, PMDB. “Só por amor a causa, não ganhava nada”, conta Lorenzo.
Em 2012, ele disputou a prefeitura de Porto Alegre e em 2016 foi eleito vereador. Intelectual, cristão, advogado, escritor e professor universitário, são muitas as funções do presidente do PROS Rio Grande do Sul, mas a principal delas é a de vereador.
Sua vinda para o PROS se deve a vários fatores, alguns deles são o fato da legenda ser jovem e de centro. “Um partido de centro que pode dialogar com todas as correntes, a virtude está no meio e não nos extremos”, afirma Lorenzo. Ele conta ainda que se sentiu acolhido e valorizado na legenda e tem liberdade tanto de opinião como de consciência.
Entre os trabalhos desenvolvidos no PROS Rio Grande do Sul estão: a frente parlamentar em defesa da vida em Porto Alegre, a luta pela proteção da vida desde a concepção ao seu fim natural – causa pela qual o presidente milita há 20 anos – o apoio a frente de empreendedorismo para jovens, desburocratização, sustentabilidade, descarte adequado do lixo e a frente parlamentar dos revogados.
Para Wambert, o atual desafio da gestão pública é encontrar pessoas íntegras que tenham foco no bem comum, que não queiram fazer da política um negócio e entendam que a política é um serviço para realizar o bem de todos. Ele destaca a importância da honestidade e não só com dinheiro e a busca por valores mais elevados, seguindo um plano ético.
O professor Wambert é um homem de posição firme, que defende o que acredita e para ele as decisões que o partido assume tem atraído muitos seguidores. Um desses é o sindicato dos rodoviários, que inclusive quer se filiar ao partido; tem também os conselhos profissionais como: de enfermagem e odontologia. “O PROS Rio Grande do Sul está influenciando certos segmentos da sociedade organizada”, afirma o presidente.
Para fortalecer a presença do partido no estado, o PROS Rio Grande do Sul está focado na formação política, já fizeram dois seminários e pretendem fazer outros cursos gratuitos com o apoio da Fundação da Ordem Social (FOS). Cursos de conteúdo acadêmico, de formação política, do conceito de política ao que é o estado, a diferença de estado e sociedade, separação dos poderes, até as causas do PROS.
“Eu acredito no estado necessário, o que determina o tamanho dele é a sociedade. quanto mais forte a sociedade menos ela precisa do estado”, destaca Lorenzo. E como propostas futuras o presidente quer fortalecer o partido, focar na legenda, atingir metade dos municípios no Rio Grande do Sul, eles já estão em 80 dos 496 municípios. Ano que vem ele pretende se candidatar a deputado federal. “O PROS só tende a crescer, tem uma gestão enxuta, contemporânea, atenta a novos métodos, muito rigor financeiro e o partido vai crescer muito. Quero crescer junto com o partido”, conclui Lorenzo.

