No atual momento da democracia, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) abriu espaço para conversar com os pré-candidatos à presidência da República nas eleições deste ano, de uma forma republicana, levando propostas que englobam Reforma Tributária, Inovação, Energias Renováveis e Segurança Pública.
Confira o documento na íntegra: Propostas_PROS
Até o momento, o diálogo ocorreu com o pré-candidato Henrique Meirelles do MDB; com o senador Alvaro Dias e a presidente do PODEMOS, Renata Abreu; Com a presidente e o vice-presidente do PT, Gleise Hoffman e Márcio Macêdo e com o coordenador do plano de governo da sigla, Fernando Haddad; Laís Garcia e Pedro Ivo, porta-vozes nacionais da REDE de Marina Silva; Carlos Lupi, presidente nacional do PDT e Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB.
Por unanimidade, os presidenciáveis elogiaram a estrutura organizacional do PROS e acolheram de modo assertivo as proposições apresentadas. Sendo assim, surgiu a possibilidade de uma composição na chapa majoritária.
Um dos membros do PROS, Maurício Rands (PE), advogado, PhD pela Universidade de Oxford e Secretário de Acesso a Direitos da Organização dos Estados Americanos (OEA) poderá ser um dos indicados para uma possível chapa.
Rands foi eleito deputado federal por três mandatos. Na Câmara dos deputados, foi eleito pelos próprios deputados e senadores entre os 10 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional.
Visto isso, o PROS ouviu as propostas de todos os postulantes à presidência e procura pontos comuns de convergência em todas as possíveis candidaturas, por isso, foi estabelecido os quatro pontos mencionados acima como proposição. O Partido poderá levar contribuição em aspectos sociais e até mesmo de cunho progressista.
Segunda Etapa
Finalizado o ciclo de debates, o PROS também avaliará o que uma possível aliança presidencial vai gerar de reflexos para o Partido. Nesta segunda fase, a prioridade são os deputados federais, já que a projeção é a eleição de 20 a 25 parlamentares, podendo chegar também a 5% da Câmara dos Deputados dobrando a votação que em 2014 fez com que o Partido alcançasse quase dois milhões de votos, consolidando-se entre os dez maiores partidos políticos do Brasil. O objetivo é avaliar como o PROS pode montar uma equação para ajudar de forma estrutural os pré-candidatos para uma eleição sólida e que projete a vitória nas urnas.
Após ponderar todas essas variáveis o Partido deverá definir nos próximos dias quem apoiará nas eleições presidenciais 2018.
A legenda não tem qualquer tendência de radicalismo ou fanatismo e, portanto, o partido não dialoga com tais propostas. O PROS não fará nenhum tipo de imposição ou verticalização nas bases estaduais, no entanto, considera importante que os estados acompanhem a decisão do Partido, respeitando as particularidades.
Especialistas
O consultor e doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília (Unb), Leonardo Barreto, analisou o documento de propostas do PROS e destacou que são ideias qualificadas.
“Um caminho programático, inovador e salutar é fundamental para a situação do Brasil. Na regra geral há um projeto de poder e loteamento do estado, porém a população anseia por coerência. O Congresso vive hoje nesse toma lá da cá, se esconde do povo. Vivemos uma radicalização que tem tirado a estabilidade política do País. É necessário tentar construir pontes a partir de boas ideias. Dentro desses quatro pontos apresentados pelo PROS vemos temas essenciais de sobrevivência das pessoas. Na questão da reforma tributária, a área produtiva freia a economia. As energias renováveis que envolvem a sustentabilidade, é a agenda mundial. A Inovação está na cadeia global de produção. São propostas qualificadas”.
Para o cientista político e coordenador do curso de Pós-Graduação das Faculdades Mackenzie, Márcio Coimbra o PROS se coloca na vanguarda quando estabelece parâmetros programáticos para alianças.
“Isso é algo raro em um cenário partidário que tem se pautado pelo fisiologismo. Discutindo propostas, o partido resgata os valores fundamentais da boa política. Uma reforma tributária que respeite o cidadão, sem gerar aumento de carga tributária para o brasileiro, é uma bandeira que está alinhada com a disciplina fiscal e o resgate do equilíbrio das contas públicas. Para crescer, este é o caminho que o Brasil trilhar. Ao trazer a questão da segurança pública para o debate, o PROS se mostra em sintonia com a sociedade, preocupando-se com os temas que afetam o dia a dia do cidadão. Prevenção, investimento e capacitação, propostas do PROS, constituem-se na essência de uma política pública eficiente que o Brasil precisa implementar”, disse.
Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB), Leandro Gabiati, “apesar de sabermos que as propostas geralmente fazem parte de um posicionamento formal que não necessariamente se transforma em realidade por diversas limitações, sejam políticas ou econômicas, é positivo que as negociações interpartidárias tenham início em propostas, em uma discussão ideológica sobre que país pretendemos e queremos construir”.

