Em sessão realizada na manhã desta segunda-feira (11), foi aprovado o convite feito pelos membros da Comissão de Saúde (CAS) da Assembleia Legislativa do Amapá para que os diretores das três hidrelétricas construídas ao longo do rio Araguari, no município de Ferreira Gomes, a 137 quilômetros de Macapá, sejam ouvidos na comissão da próxima segunda-feira, dia 18.
O presidente da comissão, deputado estadual Jaci Amanajás (PROS/AP), disse que a medida visa ouvir os diretores das três hidrelétricas (Coracy Nunes, Ferreira Gomes Energia e Cachoeira Caldeirão), visando buscar respostas precisas sobre as causas da enchente na sede do município e planejar o atendimento médico as famílias atingidas pela enchente.
As primeiras informações sobre a causa da enchente, segundo relatos dos moradores, teria sido em função do rompimento da barragem na hidrelétrica Cachoeira Caldeirão, construída na zona rural de Ferreira Gomes. Em nota, a empresa disse que, por conta da cheia do Rio Araguari, foi necessário abrir a ensecadeira (tipo de proteção destinada a facilitar projetos de construção em áreas normalmente submersas) para permitir a passagem das águas do rio, visando garantir a segurança das estruturas e comunidades ribeirinhas.
No entanto, as autoridades e os moradores não foram avisados antecipadamente dessa medida, o que teria provocado prejuízos inesperados à população e à cidade em geral.
O problema poderia ter tomado proporções maiores, caso a empresa Ferreira Gomes Energia, que ficam às margens do Araguari, na sede do município, não abrisse suas comportas para dar vasão à água represada, em função também das fortes chuvas no local e após liberação do volume represado pela Cachoeira Caldeirão. Do contrário, dizem os parlamentares, o município de Ferreira Gomes correria o risco de fica submerso, de desaparecer do mapa.


