Nesta terça-feira (19), o deputado federal Antônio Balhmann (PROS/CE) participa, em Brasília, a convite da presidente Dilma Rousseff, da programação de visita oficial do Primeiro-Ministro da República Popular da China, Li Keqiang, e da senhora Cheng Hong ao Brasil.
Segundo Antônio Balhmann, os principais projetos apresentados aos empresários e diretores de bancos chineses foram a construção, no Estado, de um terminal portuário de óleo e gás e de uma unidade fixa de regaseificação.
O parlamentar acrescentou que outra possibilidade levantada foi a construção de uma refinaria no Estado, por parte dos chineses. “No caso da refinaria, o empreendimento não seria feito em parceria com a Petrobras – como se cogitava em anos anteriores -, mas sim de forma independente”, esclareceu.
Conforme o deputado, os projetos foram apresentados ao primeiro-ministro chinês, além dos representantes dos bancos. “Essas empresas são empresas públicas. Então, o governo é quem tem o poder de decisão”, frisa Balhmann.
Acordos firmados
Entre as áreas que serão beneficiadas com os acordos anunciados nesta terça, estão planejamento estratégico, infraestrutura, transporte, agricultura e energia. Dos 35 acordos, também haverá cooperação entre os países nas áreas de mineração, ciência e tecnologia e comércio.
O Brasil tem a China como principal parceiro comercial. Em 2014, as exportações para o país asiático somaram US$ 40,6 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 37,3 bilhões, resultando em um fluxo comercial de US$ 77,9 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Entre janeiro e abril deste ano, o comércio entre Brasil e China acumulou US$ 21,7 bilhões.
Entre os atos assinados, há um acordo que que prevê cooperação no desenvolvimento de investimentos na área de capacidade produtiva; cooperação na elaboração de estudos de viabilidade do projeto ferroviário transcontinental; e cooperação para financiamento de projetos da Petrobras no valor de R$ 5 bilhões.
Outros acordos preveem também instalação do complexo metalúrgico do Maranhão; financiamento para a compra de 40 aeronaves da Embraer pela China; cooperação na área de tecnologia nuclear; e criação do polo automotivo de Jacareí (SP).
Além desses, outros acordos determinam a oferta de treinamento em tecnologia da informação, na China, a bolsistas do programa Ciência Sem Fronteiras; e financiamento de 14 navios de minério de ferro com capacidade para 400 mil toneladas.
Dos 35 acordos assinados entre Brasil e China, um prevê cooperação entre o governo do Mato Grosso do Sul, o Banco de Desenvolvimento da China e o Grupo China BBCA sobre o processamento de milho e soja. Outros acordos prevem cooperação científica, “relacionamento de longo prazo” entre a Petrobras e a chinesa ICBC.
Com informações do G1


