Vivemos na era do conhecimento. A sociedade agrária do Século XVII e a industrial do Século XVIII evoluíram para a informação. O Ceará segue essa tendência com a interiorização do ensino superior. Consolidar centros universitários nos municípios é investir em um desenvolvimento regional qualificado e sustentável.
Desde o movimento estudantil, e ao longo de trinta anos de vida profissional, sempre defendi que educação e trabalho precisam caminhar lado a lado. Na área da saúde então, a integração ensino-serviço é fundamental. Esse conceito foi amplamente fortalecido no Programa Mais Médicos.
Como deputado federal, uma das prioridades do nosso mandato é viabilizar a chegada do ensino superior aos municípios. A medida, anunciada pelo então ministro da Educação Aloízio Mercadante, autorizando o curso de Medicina em Quixadá, Russas, Crateús, Iguatu, Itapipoca, Crato e Quixeramobim é, portanto, um passo importante nessa luta.
A etapa seguinte é habilitar as instituições e, como são faculdades privadas, realizar uma chamada pública para identificar quais instituições vão se habilitar a receber aquele curso. Nesse cenário, o Estado planeja, autoriza, acompanha e fiscaliza desde a estrutura física, corpo docente até os currículos.
A Faculdade de Medicina em Quixadá, por exemplo, vai consolidar a vocação universitária do Sertão Central na área da saúde, visto que já existem vários outros cursos lá.
Em Itapipoca, onde há cursos universitários voltados à formação de profissionais para trabalhar no Complexo Portuário do Pecém e Siderúrgica, a chegada da Faculdade de Medicina vai abrir uma nova área do saber.
E assim, as instalações dessas faculdades vão criando novas perspectivas de aprendizado para a juventude, ao mesmo tempo em que aquecem a economia dos municípios.
Importante lembrar que esta ação faz parte do Programa Mais Médicos, hoje, uma Lei que determina medidas fundamentais como a expansão dos cursos de Medicina para que, em 2026, tenhamos a relação de 2,8 médicos por mil habitantes, a mesma do Reino Unido.
Outra meta é que até 2018 esteja universalizada a Residência Médica no Brasil. Pela Lei, os estudantes terão contato com o Programa Saúde da Família durante dois anos e depois seguirão suas especialidades, o detalhe é que essa oferta é regulada pelo Estado, segundo as necessidades da população.
Por tudo isso é que entrei com o Projeto de Lei 1646/15 para que seja criado o Plano Decenal da Saúde, tal como acontece com a educação. O objetivo é proteger a saúde de instabilidades.
É preciso ter uma espinha dorsal da saúde, acompanhada pelo Legislativo e também pelo controle social, para que as políticas de estado na saúde não mudem ao sabor do governo.
Ações como o Mais Médicos, que fortalecem a universalidade do SUS ao garantir atendimento a 63 milhões de brasileiros e acesso a milhares de jovens que sonham em cursar Medicina, precisam seguir seu rumo com financiamento e suporte do estado brasileiro! com participação e apoio popular!
Odorico Monteiro
Médico e Deputado Federal Pelo PROS.
Fonte: O Estado On-line CE.

