A média nacional de casos de microcefalia registrados por ano no Brasil fica entre 100 e 120, mas, de agosto para cá, o Ministério da Saúde já registrou 399 casos. O que está gerando muita preocupação em todo o País é a suspeita que o aumento dos casos esteja diretamente relacionado à epidemia do vírus Zika, registrada no início do ano.
Para o deputado federal Dr. Jorge Silva (PROS-ES), informar e realizar campanhas de prevenção são as melhores alternativas para minimizar o problema. “É importante que nada seja escondido da sociedade, principalmente enquanto se verifica a relação entre gravidez, vírus Zika e microcefalia. Enquanto isso, é importante que o governo oriente a população sobre como se prevenir da doença”, afirmou o parlamentar defendendo as medidas adotadas até o momento pelo Ministério da Saúde.
Jorge Silva ressaltou que com a decretação do estado de emergência em saúde pública é possível assegurar mais recursos para a população atingida e investigar as causas e efeitos desse surto. Segundo ele, é preciso que o governo continue investindo em campanhas preventivas a fim de evitar consequências para o país. “Ela afeta recém-nascidos, crianças que ainda têm a vida toda pela frente. Economicamente falando é melhor investir recursos agora do que sobrecarregar a saúde com mais esse gasto daqui a alguns anos”, explicou.
O vírus Zika é transmitido pelo mosquito da dengue (Aedes aegypti) e também tem sintomas parecidos com os da doença endêmica, embora mais suaves. Para Dr. Jorge Silva quem quiser ter um filho agora deve redobrar os cuidados. “Falar em planejamento familiar no Brasil é algo muito complexo. Mas, sem dúvidas, é necessário pensar se esta é a melhor época para engravidar”, comentou o parlamentar. O uso de repelentes, de roupas longas, telas em janelas e evitar água parada para inibir a proliferação do mosquito são algumas medidas citadas pelo deputado para evitar o vírus.


