Efeitos econômicos da Lava Jato são discutidos em audiência pública

A audiência foi resultado do requerimento do Deputado Valtenir Pereira (PROS/MT)

 

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Audiência pública conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio apontou o risco de 40 mil demissões nos próximos quatro meses, apenas no setor de construção naval, se a Petrobras não retomar os investimentos.

A audiência foi resultado do requerimento do Deputado Valtenir Pereira (PROS/MT), para discutir os impactos e os efeitos da Operação Lava Jato na economia e no índice de emprego do Brasil.

O dado foi apresentado pelo presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, e corresponde ao número de empregos gerados por apenas uma das empresas contratadas pela Petrobras, Sete Brasil, investigada pela Polícia Federal.

“A Sete Brasil deixou de pagar 1,5 bilhão de dólares aos estaleiros que ela contratou para construir sondas de exploração”, disse Rocha.

Durante sua participação, o prefeito de São Jeronimo (RS), Marcelo Luiz Schreinert, exemplificou os efeitos da paralisação de obras da Petrobras nos municípios que sediam empresas contratadas.

Com a rescisão do contrato com uma das empresas investigadas, a cidade amargou a demissão de cerca de mil trabalhadores, sem contar os efeitos indiretos e os investimentos em qualificação de mão de obra, transporte coletivo, saúde, alimentação e moradia.

Proteção às Empresas

Deputados e especialistas que participaram do debate argumentaram que as empresas não podem ser penalizadas em razão da prática de crimes por seus dirigentes. O chefe de Relações Institucionais da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Márcio Fortes, chegou a cobrar mudanças na “Lei Anticorrupção” para que os acordos de leniência, espécie de acordo de delação premiada feita por empresas, seja aplicada.

O deputado Valtenir Pereira, disse que é preciso separar a punição às pessoas físicas que cometeram crimes da punição às empresas. “Há um vácuo decorrente da operação Lava Jato e há obras paralisadas com mais de 50% prontas”, disse.

O parlamentar justificou a importância do debate por considerar que é urgente construir alternativas para garantir a retomada dos investimentos. “É preciso evitar a bancarrota das maiores empresas de engenharia do País, e garantir que os empregos por elas gerados sejam protegidos, sem esquecer, é claro, o total apoio à punição dos corruptos”, completou.

De acordo com estudo elaborado pelo Grupo de Economia & Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a diminuição das atividades da Petrobras em decorrência das investigações sobre corrupção na estatal pode retirar R$ 87 bilhões da economia do País em 2015 e provocar a perda de mais de 1 milhão de vagas de trabalho.

(Com informações da Agência Câmara)

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