“Presidente da República, quando sai de uma eleição, sempre enfrenta uma sociedade dividida. Como essa última campanha foi muito ideologizada, isso rachou a sociedade brasileira. Cabe ao presidente abrandar as paixões e procurar unir o País em torno de propostas em favor da nação”. A afirmação é do senador Fernando Collor (PROS-AL), ao ser questionado sobre a falta de um discurso mais construtivo e agregador no governo atual. A entrevista do ex-Presidente foi publicada na última semana pela BBC News Brasil.
Na ocasião, Collor comentou a declaração do filho do atual Presidente, que teria dito que as “transformações que o Brasil deseja não acontecerão por vias democráticas”. O senador considerou a fala “extremamente infeliz”.
Indagado acerca da ditadura militar, Collor expressou seu ponto de vista: “A minha leitura sobre a ditadura é que ela nunca é boa. Nós devemos perseverar o caminho da democracia”.
Questionado pelos repórteres da BBC sobre eventuais similaridades entre seu governo e o do Bolsonaro, tendo como exemplo a “extinção da pasta da Cultura”, o ex-Presidente disse que reduziu a doze o número de ministérios.
Quanto à Cultura, o parlamentar afirmou ter havido, em seu governo, uma Secretaria para a área que deixou, inclusive, um grande legado, que foi a instituição da Lei Rouanet. “E aí está há 30 anos, financiando toda a produção audiovisual desse País, recolhendo prêmios importantíssimos internacionais. Quando se fala em cultura, se fala em Lei Rouanet”.
O senador respondeu ainda, a questionamentos relacionados à política externa, como, por exemplo, a indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada do Brasil nos EUA. Collor fez a defesa do sistema parlamentarista de governo, disse continuar sendo o mesmo social-liberal de sempre, tratou do preenchimento do cargo de procurador-geral da República e contou como entrou na atividade política. Para ter acesso à íntegra da entrevista de Collor, acesse a matéria da BBC News Brasil clicando:
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49750000

