Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quarta-feira, 25, durante sabatina de Antônio Augusto Brandão de Aras, aprovado em plenário para o cargo de procurador-geral da República, o senador Telmário Mota (PROS-RR), questionou o subprocurador-geral sobre sua posição em relação a independência dos poderes, o fortalecimento da democracia, continuidade da operação Lava Jato e o papel do judiciário.
Segundo o senador, há uma grande especulação a respeito do futuro da Operação Lava-Jato, uma vez que, a mídia vem noticiando sobre a existência de um grande acordo nacional, que envolve a presidência da república, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal para acabar com a Lava-Jato. “Como senhor se posiciona diante destas afirmações? Quais são os planos da sua gestão para a Operação Lava Jato?”, questionou Telmário, que votou a favor da indicação de Aras, para o cargo de PGR.
Em resposta ao questionamento do parlamentar, Aras disse que “talvez a principal tarefa da Procuradoria-Geral da República seja combater os crimes de colarinho branco”. O futuro Procurador Geral defendeu a Operação Lava Jato, mas admitiu que o modelo da força-tarefa é “passível de correções”. Na oportunidade, o subprocurador-geral reafirmou seu compromisso com “atuação firme, mas equilibrada, independente e comprometida com a Constituição Federal e com os direitos fundamentais.

