Em solenidade sobre conscientização do Autismo, parlamentares e entidades chamam a atenção para os desafios da inclusão

Durante a sessão solene realizada na manhã desta terça-feira,02, na Câmara dos Deputados, em homenagem ao Dia Mundial do Autismo, parlamentares e entidades como a Associação Brasileira para Ação por Direitos da Pessoas com Autismo (ABRAÇA) aproveitaram o momento de celebração, para chamar a atenção para os desafios da inclusão.

Um dos autores do requerimento que propôs a realização da solenidade, o deputado federal Capitão Wagner (PROS-CE) ressaltou que  além de entender e compreender os autistas, é necessário que sejam dadas à essas pessoas oportunidade e incentivo para que se destaquem na sociedade. “Como vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista, quero contribuir para um atendimento adequado na utilização de serviços públicos e privados de saúde e educação para autistas”, frisou o parlamentar.

Integrante desta Frente, o deputado federal Weliton Prado (PROS-MG) também reforçou o seu compromisso com a causa. “Vamos continuar lutando pela inclusão dos autistas, especialmente no atendimento educacional e no mercado de trabalho, combatendo preconceitos; e acesso ao diagnóstico e tratamento, especialmente das meninas que encontram mais dificuldade”, defendeu.

A cerimônia homenageou a artista plástica Amanda Paschoal, que ficou reconhecida nacionalmente por abordar a questão de gênero relacionada ao transtorno do espectro autista. “Para a maioria das mulheres autistas, o diagnostico vem só na fase adulta”, salientou.

Diagnosticada aos 9 anos de idade, Amanda teve acesso a psicólogos, frequentou uma escola parque e atualmente é aluna de artes visuais na UnB. Embora sua história seja considerada uma “ascensão”, a realidade ainda é carregada de preconceitos. “Têm vários tipos de preconceito, o preconceito de você não ter cara de autista, o preconceito que autismo só dá em homens e também, o preconceito de achar que os autistas não são criativos, ou, que só possuem habilidade para exatas. Então, são vários níveis de preconceitos que existem”, pontuou Amanda.

Psicóloga e representante da ABRAÇA, Adriana Mendes de Sá, que é mãe de Amanda Paschoal, destaca as limitações enfrentadas pelos portadores da síndrome. “Primeiramente, é preciso tirar os mitos para que as pessoas entenda o que  é o autismo de fato. É preciso entender que o autismo não é causado por vacina, que não é culpa da mãe, que não é causado por consumo de agrotóxico durante a gestação. Nós precisamos romper as barreiras atitudinal e olhar o autismo não como doença, porque não é doença, não é contagiosa e não precisa ser curado. O autismo é uma adversidade humana”, explicou a psicóloga.

No que tange a inclusão, Adriana ressalta que a legislação ainda não é suficiente. “Nós ganhamos a Lei, mas a inclusão ainda não acontece de fato.  Tem fila nas melhores escolas e são muitos os desafios, principalmente, para os autistas adultos. No caso, dos autistas mais leves, eles não conseguem entrar no mercado de trabalho, alguns até conseguem por cotas, mas se for um autista severo, ele está institucionalizado em casa, sem fazer nada e os membros familiares ficam muito receosos do que eles vão fazer, quando eles não estiverem mais aqui”, completou.

 

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