Presente na audiência publica que discutiu a Reforma da Previdência com a Associação dos Profissionais da Segurança do Ceará (APS-CE), na última sexta-feira, 03, o deputado federal Capitão Wagner (PROS-CE) reforçou o seu posicionamento com relação à PEC 06/2019.
Para o parlamentar, o Governo Federal terá dificuldades de aprovar o texto como está na Comissão Especial criada para analisar o mérito da proposta. “Na Comissão Especial, a qual faço parte, acredito que a reforma não vai ser aprovada tão fácil. Logicamente, para que todas as alterações propostas sejam feitas, vai demandar bastante tempo. No entanto, tenho dúvidas quanto a aprovação do texto no Plenário da Câmara dos Deputados. Entendemos a necessidade de uma Reforma da Previdência, mas da forma que está, não dá”, reforçou.
O deputado voltou a pontuar os pontos que devem ser alterados na Reforma. “Como já falei inúmeras vezes, muitos pontos devem ser alterados, a exemplo, a questão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), o regime de capitalização, aposentadorias especiais para quem corre risco, entre outros. Sou contra a forma de tratamento que está sendo dada às mulheres, com mesma idade que os homens no regime próprio”, ponderou.
A audiência foi realizada a pedido do deputado estadual Soldado Noélio (PROS-CE), que considera que os profissionais de segurança pública, especificamente, os militares, uma das categorias mais massacradas pela reforma da previdência. “Uns dos profissionais mais massacrados com o atual texto são os Militares, principalmente os do Ceará, que não tem uma carga horária definida em lei, adicional de risco de vida, adicional noturno e outros direitos que os trabalhadores comuns têm”, salientou.

