Após o aniversário de 30 anos da eleição que o levou à Presidência da República, completados no último dia 15 de novembro, o senador Fernando Collor de Mello (PROS- AL) usou a tribuna do Senado Federal, nesta terça-feira,19, para dizer que, durante todo esse percurso de vida pública, combateu enfrentou e venceu todos os tipos de desafios.
Collor disse não ter sido um jovem que chegou precocemente ao poder. “Fui um presidente à frente de seu tempo. Isso me deixa feliz e realizado”, avaliou o ex-presidente, celebrando, também, os avanços que o Brasil ainda desfruta das medidas implantadas por ele à época da Presidência.
O senador também comemorou o fato de ter sido o precursor de um ciclo de presidentes que buscam reduzir o tamanho do Estado, abrindo a economia e promovendo privatizações.
Na oportunidade, o parlamentar fez questão de reafirmar publicamente seu “inabalável compromisso com o resgate do passivo social e com a modernização do País”, ao lembrar que, com a evolução da crise política na Presidência, rejeitou uma sugestão levantada pelo comandante da Marinha, em reunião no Palácio do Planalto. “As Forças Armadas estavam prontas para agir em defesa da legalidade e providenciar o retorno aos quadros constitucionais vigentes”, revelou o senador.
Economia
Ao fazer um resgate histórico do difícil e adverso momento econômico que enfrentou ao assumir o Brasil, Collor ressaltou que, logo após tomar posse, iniciou um forte processo de realinhamento da economia brasileira com as demais nações, a exemplo da abertura das fronteiras para produtos estrangeiros.
O senador citou, também, um texto assinado pela jornalista Miriam Leitão, que, em sua coluna em 16 de novembro em O Globo, reconheceu que a marca do governo de Fernando Collor foi a abertura comercial do Brasil para o mundo. “Naquele momento histórico, os brasileiros perceberam a necessidade de se conectar com o mundo. Abrir as janelas da economia e deixar a luz do sol entrar”, ponderou o ex-presidente.

