A Conferência do Clima em Paris (COP 21), principal evento mundial de meio ambiente, começou no dia 30 de Novembro e vai até 11 de Dezembro. A reunião contará com a participação de praticamente todos os governadores da Amazônia legal, dentre eles, o governador do Amazonas, José Melo (PROS-AM). Ele vai apresentar ao mundo a nova lei de serviços ambientais que amplia a participação global de organizações não governamentais e governos nas unidades de conservação do Estado, tirando a exclusividade da fundação Amazonas Sustentável (Eas) na exploração do REDD (crédito de carbono), por exemplo.
Em Paris, as delegações da Alemanha e da Noruega serão procuradas para manter conversas de alto nível com José Melo, a fim de se fechar parcerias estratégicas para atuações conjuntas nas unidades de conservação e outras áreas do Estado. Os alemães são os que mais investem na preservação ambiental da Amazônia brasileira e os noruegueses já contribuíram com mais de US$ 1 bilhão para o Fundo Amazônia, hoje gerido pelo BNDES.
Além das potências ambientalistas germânica e norueguesa, a comitiva amazonense vai conversar com os italianos, que estão interessados em investir no turismo de base comunitária em municípios do Alto Solimões e Baixo Rio Negro.
Carbono
A Amazônia brasileira tem 9 bilhões de toneladas de carbono (Co2), o que representa ÜS$ 45 bilhões, segundo um câmbio cotado a R$ 3,80 por LS$ 1,00. Só o estado do Amazonas contém 24% desse total, equivalente a 1,8 bilhão de toneladas de carbono.
Esses valores podem aumentar ainda mais, em decorrência da oferta e da procura no mercado internacional, visto que a Amazônia brasileira detém o maior estoque mundial de carbono em florestas tropicais.
A COP 21 é a melhor oportunidade para que os 196 países participantes possam chegar a um consenso para diminuir o aquecimento do planeta em 2 graus centígrados neste século. O acordo visa impedir a tragédia ambiental que se aproxima, em decorrência das mudanças climáticas que tem afetado toda a humanidade.
Mudanças climáticas
As cheias e vazantes recordes dos últimos anos nos rios da Amazônia; a falta de água em São Paulo; a poluição atmosférica de metrópoles – como Pequim, Cidade do México, Santiago do Chile e lacarta – tem provocado problemas de saúde em milhões de pessoas.
A humanidade tem sido acuada pelos problemas ambientais causados, tanto pelas queimadas das florestas, bem como pela emissão dos gases de efeito estufa de forma desequilibrada e até mesmo criminosa ambientalmente. Nos últimos meses, Manaus foi vítima de incêndios florestais que cobriram a cidade com um manto de fumaça, o que provocou uma poluição atmosférica jamais vista na região.
Centenas de pessoas sofreram de complicações respiratórias sobrecarregando as redes públicas e privadas de saúde. Em um ensaio dramático, algo mais grave pode acontecer, se medidas ambientais não forem adotadas imediatamente para evitar a destruição da maior floresta tropical do planeta.
Na COP21, o combate às queimadas estão na pauta, assim como a preservação e proteção dos recursos hídricos da Terra. A Amazônia detém 20% da água doce potável do planeta e pede socorro em função da poluição dos rios da bacia amazônica.


