Presente na sessão ordinária do Parlamento do MERCOSUL, realizada em Montevidéu(Uruguai) nesta segunda-feira, 26, o senador Telmário Mota (PROS-RR), alertou sobre a questão migratória e as consequências da crise venezuelana para o Brasil e para o Estado de Roraima. “Essa reunião é da maior importância para a América do Sul como um todo. Roraima faz fronteira com a Venezuela e com a Guiana Inglesa, e lamentavelmente, o meu estado vem arcando com todo o ônus da imigração desordenada da Venezuela, que influencia diretamente na falta de serviços públicos e assistência para a nossa população”, declarou.
Na oportunidade, o parlamentar tranquilizou os demais países membros sobre a questão das queimadas no Brasil, que tiveram repercussão internacional. “O que aflige nosso país hoje, muito mais do que as queimadas, é uma campanha desastrosa organizada por parte da mídia e por ideologias radicais, que potencializam as queimadas na Amazônia, levando ao mundo uma informação equivocada, que parece dizer que toda a floresta está pegando fogo”, disse.
Ao comentar a repercussão das queimadas no Brasil, principalmente na região Norte, o parlamentar lembrou que o período da seca, principalmente de julho a agosto, é naturalmente marcado pelo registro do aumento de queimadas. “O nosso povo tem condições de cuidar da Amazônia, que precisa ser explorada, mas de forma sustentável, respeitando as questões ambientais. O mundo pode ficar tranquilo, porque já passamos por situações piores do que essas. O governo federal, junto com o exército brasileiro, já está agindo para solucionar esse grave problema, que muitas vezes é criminoso”, concluiu Telmário.
Ações
O senador ressaltou as ações que estão sendo realizadas, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto para autorizar a atuação de militares das Forças Armadas no combate às queimadas na Amazônia por pelo menos um mês. De início, o governo mobilizará tropas em quatro estados: Rondônia, Roraima, Tocantins e Pará. Vale lembrar que, Roraima foi o primeiro Estado a solicitar auxílio das Forças Armadas para ações na Amazônia, conforme permite o decreto para a aplicação da Garantia da Lei e da Ordem – GLO.

