Presidente da Federação Amazonense de Futebol é ouvido na CPI que investiga a exploração sexual

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a exploração sexual de crianças e adolescentes realizou audiência nesta terça-feira (8) para apurar denúncias de pedofilia nas categorias de base do futebol amazonense. Os deputados ouviram o presidente da Federação Amazonense de Futebol, Dissica Valério Tomaz, que afirmou ter ficado sabendo dos casos de abuso pela imprensa. A entidade, ressaltou, não tem ingerência interna nos clubes, mas Tomaz informou que está disposto a colaborar com a eliminação das práticas nas categorias de base do futebol em seu estado.

Relatora da CPI, deputada Liliam Sá (Pros-RJ) pressionou o dirigente para que assumisse compromisso com a realização de uma campanha, patrocinada pela federação, voltada para os familiares. “É fundamental a conscientização dos pais em relação aos cuidados que devem ter ao entregar seus filhos a treinadores. Soubemos de casos em que os meninos eram levados para dormir no clube e até na própria casa do treinador. Isso é um absurdo. É preciso entrar em campo mostrando faixas que mostrem o repúdio dos clubes à violência sexual contra crianças e adolescentes”, defendeu.

Responsabilização

Outra ação sugerida pela relatora foi a elaboração de uma legislação específica que responsabilize os clubes por situações de exploração sexual de menores ocorridas em suas dependências, com o atendimento psicológico a quem sofreu a violência e até à indenização da família. Liliam Sá afirmou que “é dever do clube fiscalizar e responder até a última instância pelo que acontece com os jogadores do futebol de base, dentro das instalações do clube e sob responsabilidade do treinador da agremiação”.

A comissão constatou que os abusadores utilizam como moeda de troca um “kit exploração”, que vai desde o fornecimento de aparelhos ortodônticos até a doação de uniformes e chuteiras. Há, segundo a deputada, casos em que crianças são levadas de suas casas para outros estados, para a prática esportiva, configurando tráfico de menores.

O presidente da federação, Dissica Tomaz, concordou em apoiar um pacto sugerido pela CPI – uma espécie de compromisso em que a entidade fará um trabalho junto aos clubes – para a mobilização dos meios de comunicação locais e a sociedade, para um enfrentamento da violência aos atletas.

FONTE: LIDERANÇA DO PROS
http://www.prosnacamara.org.br/noticia.php?noticia=155

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