Aos 69 anos, o ex-deputado e ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira, trabalha pelo fortalecimento do PROS no Maranhão. “O foco hoje é eleger pelo menos dois vereadores em São Luís”, prospecta.
Qual o futuro do PROS no Maranhão?
Gastão: A prioridade é a eleição de vereador. Temos 30 filiados com potencial para disputar vagas na Câmara e mais o vereador Beto Castro. Pretendemos ainda discutir São Luís. É a capital mais atrasada do Nordeste em termos de transporte de massa. O seu único transporte público é o ônibus. Como pode viver numa situação dessas, com mais de um milhão de habitantes?
Por que o senhor não vai disputar a prefeitura?
Gastão: Qual é o político que não gostaria de ser prefeito de sua cidade? Claro que eu gostaria, porém, não me sinto sensibilizado nem estimulado a concorrer agora. Também não me entusiasmo por alianças com candidatos que estão postos. Eles não levantam questão de profundidade para São Luís. São candidatos que se propõem a resolver os problemas da cidade somente em ano de eleição. O resultado é um monte de obras inacabadas ou de qualidade inferior, por causa da pressa. Sempre se tenta ganhar eleição com asfalto mal feito. O asfalto tem sido, ao longo do tempo, o principal cabo eleitoral de São Luís.
Como o PROS vai fazer?
Gastão: Não pretendemos coligar na majoritária. Os candidatos postos não propõem novidade. É a velha prática: a oposição criticando o ocupante da prefeitura e o dono do poder deixando para mostrar serviço no ano eleitoral, com realizações apressadas que não duram.
Qual a sua posição em relação ao governo Flávio Dino?
Gastão: Ele teve 64% dos votos. Portanto, foi eleito pela população e não por partidos. Podemos até considerar que ele ganhou sozinho, porque não é perceptível quais foram os grupos ou pessoas que contribuíram, decisivamente, para elegê-lo. Ele entrou na disputa do Senado e me tirou uma semana antes da eleição. Perdi por 183 mil votos, em cinco municípios. O que demonstrou sua força política.
O que isso significou?
Gastão: Que o Flávio tinha força para ganhar, como ganhou. Portanto, não é devedor de ninguém.
Por que, depois de tantos anos no PMDB, o senhor o abandonou e procurou outro partido, o PROS?
Gastão: Chegou o momento em que percebi que o PMDB era um partido em que todos mandavam e ninguém obedecia. E cada coisa tem o seu tempo. Estava em busca de desafios e acredito que no PROS posso fazer a diferença.
Que avaliação o senhor faz das eleições deste ano, sem dinheiro empresarial, campanha reduzida à metade do que era e tempo de TV também menor?
Gastão: Olha, não se deve esquecer os usurários. Agora, eles vão ter que buscar outros clientes ou mudar de ramo. Outro fator é saber como a população está avaliando ou compreendendo o momento político. Ninguém sabe com que visão os eleitores de 2016 vão sair de casa para votar em prefeitos e vereadores, diante de tudo que se viu contra gestores municipais maranhenses, além dos escândalos nacionais de corrupção.
Vai ser uma reinvenção das campanhas?
Gastão: Essas eleições municipais serão de pessoas. Levam vantagens as lideranças tradicionais, conhecidas e experientes. No Maranhão, não se deve ignorar que a mensagem de mudança ainda não vicejou do jeito que se esperava na maioria dos municípios. Seja ela do governo ou da oposição.
Finalmente, o que é o PROS no estado?
Gastão: O partido tinha 63 comissões provisórias e hoje são 182, com mais de 5.500 filiados. E aceitamos conversar sobre alianças.
Confira a entrevista completa.
Com informações do Jornal O Imparcial


