O deputado federal Capitão Wagner (PROS-CE) usou a tribuna durante a sessão deliberativa desta quarta-feira,20, para comentar a proposta da Reforma da Previdência enviada pelo Governo Federal.
Para o deputado, não é justo exigir que os profissionais da segurança pública como o policial militar e o bombeiro sigam a mesma regra de idade mínima e tempo de contribuição dos demais conforme propõe o texto da reforma. “Queremos reivindicar, junto à bancada da segurança pública, que possamos externar para toda a população brasileira que o policial militar tem essa condição. O policial militar já contribui, em quase todos os Estados, com 14% para a Previdência, inclusive, com uma diferença em relação aos militares federais, que contribuem com 7,5%. Então, eu queria deixar muito claro que o policial militar e o bombeiro militar têm essas condições de trabalho, para que, na hora da discussão da reforma da Previdência, não joguem num bloco só, numa discussão só, a questão dos militares, que têm essa peculiaridade”, defendeu.
O parlamentar defendeu ainda, a regra diferenciada para mulheres e professores. “Logicamente, nessa discussão temos que tratar do professor e das mulheres de forma diferenciada. Sabemos muito bem que a mulher tem jornada dupla e até tripla. Por conta disso, mesmo na discussão dos regimes próprios, ela merece idade diferenciada”, acrescentou.
O deputado acredita que os debates que ocorrerão no Congresso Nacional irão permitir mudanças no texto da proposta, garantindo assim, uma reforma mais justa. “Temos que discutir a questão previdenciária, mas é lógico, que não podemos tratar todos os trabalhadores da mesma forma, porque existem peculiaridades em relação à mulher, em relação a cada categoria, em relação ao professor, em relação ao profissional de segurança, em relação ao agricultor, ou seja, em relação a todos os trabalhadores que compõem a população brasileira”, finalizou.

