A CPI dos Crimes Cibernéticos aprovou, na quinta-feira (26), quatro requerimentos do deputado federal Rafael Motta (PROS-RN). O primeiro deles convida para debate a jornalista Juliana Faria, que lançou – no Twitter – a hashtag #primeiroassedio, com o objetivo de estimular mulheres a contarem os casos de assédio que viveram na infância. “Não se pode deixar de colher as impressões da jornalista a respeito de todo o ocorrido e de suas nefastas repercussões, bem como sobre o inequívoco sucesso de sua iniciativa”, explicou o parlamentar.
Também será convidada a juíza de direito na comarca de Porto Alegre, Fabiana dos Santos Kaspary, que decidiu em primeira instância o caso envolvendo a divulgação de fotos com conteúdo pedófilo por um menor de idade. Por entender que os pais falharam no dever de vigilância em relação ao filho que ficava no computador até a hora que quisesse, ela fixou em R$ 40 mil o valor a ser pago pelos responsáveis do jovem.
A antropóloga Laura Lowenkron também será convidada para falar sobre o seu livro “O monstro contemporâneo: a construção social da pedofilia em múltiplos planos”. A obra é fruto de sua tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O requerimento que convida a representante da ONU Mulheres, Nadine Gasman, também foi aprovado. Segundo dados da Comissão de Banda Larga da ONU, em todo o mundo, 73% das mulheres usuárias da internet já foram alvo de algum tipo de violência online. Somente no âmbito dos países da União Europeia, nove milhões de mulheres já passaram por alguma forma de violência online, algumas aos quinze anos de idade.


