O senador Telmário Mota (PROS-RR) voltou a usar a tribuna do plenário nesta segunda-feira, 13, para cobrar o envio de recursos e ajuda do governo federal para Roraima. Na ocasião, o parlamentar criticou o fato dos recursos liberados até agora pelo presidente da República, terem ido apenas para a Operação Acolhida.
O senador, que foi o grande responsável pela reabertura da fronteira e está trabalhando para o restabelecimento da energia elétrica, via Venezuela, fato que proporcionará uma economiza bilionária para o Brasil, defende que o atendimento para a acolhida dos venezuelanos, não seja mais dentro do território nacional, em Roraima, mas sim, dentro do própria Venezuela.
O parlamentar ressalta que em menos de dois anos, o país gastou quase R$ 500 milhões com esta acolhida. “O que essa acolhida faz? É só o custeio. A despesa do transporte do Exército, as diárias, as tendas e a alimentação para os venezuelanos, porque, quando adoecem, se socorrem da saúde oferecida pelo Estado. As escolas estão abarrotadas de crianças venezuelanas. O emprego não há. Temos que buscar pacificação para que essa acolhida não seja feita dentro do território nacional brasileiro, no Estado de Roraima, mas na própria Venezuela. Esse seria o caminho”, argumentou.
Para Telmário, enquanto o governo brasileiro libera milhões para a acolhida aos venezuelanos, esquece de quem fornece as políticas de assistência pública, que são os municípios e o estado, que já estão falidos. “Faço aqui um apelo ao governo federal: Presidente, não faça isso com o povo de Roraima! O senhor conseguiu, convenceu aquela população e ela lhe deu a segunda maior votação e Vossa Excelência ainda não fez nada de concreto. Então, Presidente, todos os dias eu vou subir a esta tribuna. Todos os dias vou cobrar recursos para o meu estado, renegociação da dívida, a energia e a liberação fundiária”, adiantou.
O Senador lembrou ainda, que a corrupção e os ladrões já tiraram de Roraima a educação, as estradas, a saúde e a segurança. “Mas eu não gostaria de ver o presidente tirar a esperança e a fé do meu povo”, acrescentou.

