O deputado federal Gastão Vieira (PROS-MA) usou suas redes sociais para comentar a morte, segundo ele, “estupida” da menina Ágatha, de 8 anos, baleada pelas costas dentro de uma Kombi, quando voltava para a casa após um dia de passeio com a mãe, no Rio de Janeiro. “Ela foi a quinta criança morta por bala perdida no RJ este ano. O avô da criança, Ailton Félix, desabafou: A minha neta estava armada, por acaso, para levar um tiro de fuzil?”, citou o deputado.
Ao opinar sobre o caso, o parlamentar comentou sobre o papel das autoridades e da sociedade, em geral, quando se trata de segurança pública. “A política de segurança do Rio, é voltada para o extermínio, bandido bom é bandido morto, diz o presidente da OAB. O governador, juiz, que pula e saltita diante de um bandido “demente”, com armas de brinquedo, morto na ponte Rio- Niterói, repete: “não vamos recuar!” A população nas redes sociais, ou na mais ativa, continua concordando com a normalização da violência, com a banalização do mal. Nós, a sociedade brasileira, temos muito mais responsabilidades do que queremos reconhecer”, ponderou.
Para Gastão, existe um comportamento de “conformismo” e de falta de empatia diante das tragédias noticiadas cotidianamente pela mídia. “Todos, de alguma maneira, nos insensibilizamos, ou paralisamos diante dos abusos e tragédias que presenciamos no dia a dia, que nos chegam pelo noticiário. Por conformismo, ou para nos mantermos distantes da dor alheia, ou, o que me parece mais adequado, não nos arrependermos de nossas escolhas políticas, banalizamos o mal. Por exemplo, se não é comigo, bandido tem que morrer, polícia é para me proteger, atirar primeiro e conferir depois. Cuidado companheiro, um dia uma bala perdida ultrapassa a capa dura da sua Bíblia e mata sua neta”, completou.

