O senador Fernando Collor de Mello (PROS-AL) usou a tribuna do Senado Federal, nesta quarta-feira,18, para comentar a proposta da Reforma da Previdência que tramita na Casa.
Ao apontar vício de origem no texto, por privilegiar o aspecto fiscal em detrimento do social, o senador defendeu que a proposta não pode ser aprovada e feita a qualquer custo, penalizando os mais pobres.
Para o ex-Presidente, o projeto, do ponto de vista econômico, não terá os resultados práticos significativos que vêm sendo vendidos por seus defensores. Collor acredita que a proposta não resultará na queda do desemprego, bem como, também não promoverá a retomada do crescimento da economia brasileira. “Isso, é óbvio, não acontecerá”, frisou.
Ainda conforme o senador, a proposta em análise deveria ser substituída por uma mais adequada, conciliando em seu texto o equacionamento fiscal com o fortalecimento da cidadania e a garantia da justiça social. Collor defendeu uma nova proposta que tenham o objetivo de reduzir a distância entre os mais ricos e os mais pobres. “Precisamos de uma estratégia coerente e consistente, abrangente e suficientemente detalhada, realista e ainda assim ousada, que trace o mapa do caminho para reaquecer nossa economia, com justiça social, responsabilidade ambiental e inserção soberana no cenário internacional!”
Na oportunidade, o senador adiantou o seu posicionamento com relação à proposta. “Votar a favor da proposta seria incoerente com a minha história e um desrespeito ao meu modo de pensar. É em razão desse conjunto indivisível de valores que cultivo e prático, que votarei contra a chamada reforma da Previdência! Se ela é necessária, não pode ser feita a qualquer custo!”, defendeu.

